Cada vez mais cedo as crianças estão sendo introduzidas no mundo eletrônico. Seja para distraí-las quando os pais precisam resolver algo, seja na rua quando nossos pimpolhos nao param de chorar e até mesmo em viagens longas para evitar que a criança se estresse e queira sair da cadeirinha. São vários exemplos que dei, que vivi com minha filha. Mas se você me perguntar se estou fazendo o correto, hoje sei que não. Os especialistas falam, que nós pais, estamos dando distrações aos nossos filhos, em vez de ensiná-los a se acalmar.
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| Fonte Bem familia |
A Academia Americana de Pediatria (AAP) afirma que as crianças aprendem mais com jogos educativos, brincadeiras e interação com outras pessoas, do que com as mídias eletrônicas (TV, videogames, computador, tablet, celular). Para a AAP, as crianças menores de 2 anos não devem ter acesso a nenhuma mídia eletrônica. Como o cérebro delas se desenvolve muito rápido, nesses primeiros anos, outras formas de distração podem ser usadas, de maneira que elas interajam com as pessoas, como brincadeiras ao ar livre. Nessa fase o sistema de maturação neurológica está em grande desenvolvimento, então essa exposição a mídia faz com que a criança estimule mais o lado impulsivo deixando de lado outros estímulos, segundo pediatra.
A AAP recomenda para crianças de 3 a 5 anos o limite diário de exposição a tecnologia de 1 hora e para a faixa etária de 6 aos 18 anos, de 2 horas. Isso não é o que a gente vê no dia a dia.
A pesquisa da AAP, fala também que a exposição precoce a mídia eletrônica, por crianças menores de 2 anos, pode levar a atrasos cognitivos, transtornos do sono e alimentação, como obesidade, e falta de concentração. Até os 2 anos, não há qualquer benefício dos eletrônicos para as crianças. Nas outras faixas etárias também pode acontecer alterações físicas e comportamentais, atrapalhando o desenvolvimento natural delas.
As consequências físicas incluem dores nos dedos, pulso, pescoço, dores musculares, devido a má postura. Períodos muito longos de exposição a telas de computador e Tv, podem levar ao ressecamento do olho e em casos extremos, úlcera na córnea.
Outras pesquisas mostram também, que o uso excessivo de eletrônicos pode influenciar no comportamento infantil, gerar ansiedade e interferir nos diagnósticos de hiperatividade e déficit de atenção. Mostram o lado positivo da tecnologia em trabalhar o raciocínio lógico e criativo, mas se essa tecnologia não for bem conduzida pode gerar uma ansiedade, já que, por expemplo, os jogos eletrônicos, atingem diretamente a questão neurológica da criança, acelerando as sinapses nervosas.
Agora é usar a criatividade para distrair nossos filhos e usar os eletrônicos de forma moderada, de acordo com cada faixa etária e de maneira que venha a ajudar e não trazer problemas!!!
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