9 de julho de 2015

Novas regras da ANS para reduzir as cesarianas

Começaram a valer nessa segunda, 6 de julho, as novas regras da ANS (Agência Nacional De Saúde Suplementar) para estimular o parto normal nos planos de saúde e reduzir as cesáreas desnecessárias.

Fonte: Vila Mulher

A ANS divulgou, que em 2013, do total de 541.476 partos realizados pelos planos de saúde, 84,5 % foram cesáreas. De acordo com o Ministério da Saúde, no SUS, esse índice é menor que 40%.

As medidas determinadas pela Resolução Normativa n°368 da ANS, estabelece que, sempre que solicitado, os planos de saúde divulguem para as gestantes os percentuais de cesáreas e partos normais, do seu plano, do seu hospital e do seu médico.

O plano também é obrigado a fornecer o Cartão da Gestante, que é um documento de registros das consultas do pré-natal, onde tem os principais dados do acompanhamento da gestação. Acompanha o Cartão da Gestante, a Carta de informação a Gestante, onde estão as informações básicas sobre pré-natal, gestação e direitos das gestantes.

Outra obrigatoriedade é o preenchimento do Partograma pelos médicos. O Partograma é um documento que detalha o trabalho de parto. Para os médicos receberem o pagamento pelo procedimento junto as operadoras, é necessário  que eles apresentem o partograma ou um relatório médico, caso não seja possível fazer o partograma.

Getty images

Caso a gestante opte por fazer cesariana sem indicação médica, mesmo tendo condições de fazer normal, ela deve assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)  em que ela declara que esta ciente dos riscos da cirurgia cesárea.

O TCLE informa os riscos que a cesárea, em condições normais, representa para a mãe, como infecção, hemorragia, atonia uterina (quando o útero não contrai após o nascimento da criança), histerectomia  (retirada cirurgica do útero), a possibilidade de transfusão sanguínea e infecção da cicatriz operatória (corte da cesárea). A cicatriz resultante da cirurgia poderá virar um quelóide (cicatriz alta com forma de cordão, podendo gerar irritação local) ou ainda cicatrização hipertrófiica (espessa). Para o recém-nascido há maior chance de desonforto respiratório.

Então, converse com o seu obstetra e peça orientações sobre a melhor opção de parto, que não ponha em risco nem a mãe e nem o bebê.


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